O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para as duas primeiras semanas de agosto alguma nebulosidade, subida de temperatura e precipitação, em especial nas regiões do norte, adiantou à agência Lusa a meteorologista Ângela Lourenço.

«A previsão para o início de agosto aponta para alguma nebulosidade e precipitação, em especial a norte do Cabo Raso, ou seja, o litoral norte e centro. Hoje, vamos começar com céu pouco nublado ou limpo, mas com a aproximação de uma superfície frontal fria a partir da tarde de hoje e amanhã [sexta-feira] prevê-se alguma chuva», disse.

A meteorologista Ângela Lourenço sublinhou que depois do fim de semana prevê-se uma subida da temperatura e alguma nebulosidade de variação diurna na faixa costeira ocidental.

«No meio da próxima semana deverá aparecer uma nova superfície frontal fria que poderá dar origem a alguma precipitação nas regiões do norte», disse, acrescentando que esta será a tendência até meados do mês de agosto.

No que diz respeito a temperaturas, Ângela Lourenço adiantou que vão ser normais para a época.

«As regiões do interior, em particular o Alentejo e a zona das Beiras, poderão atingir valores entre os 30 e os 35 graus Celsius e as regiões perto do mar serão de temperaturas mais amenas abaixo dos 30 ou próximo dos 30», disse.

A meteorologista salientou que a nebulosidade, a precipitação e o vento são cenários possíveis e ¿típicos¿ do verão no continente.

«Temos situações como tivemos no início de julho com a vaga de calor que é uma possibilidade, temos as situações de nortada com a brisa na costa ocidental (¿), as situações de neblina ou nevoeiro na faixa costeira ocidental que depois durante a manhã vai dissipando e também os episódios de trovoada que muitas vezes ocorrem durante o verão e são fenómenos mais prováveis nas regiões do interior», regista a Lusa.

Calor é sinonimo de risco de incêndio

Vinte e um concelhos dos distritos de Viseu, Guarda, Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém apresentam hoje risco máximo de incêndio, segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Além dos 21 concelhos dos distritos de Viseu (cinco), Guarda (sete), Coimbra (três), Castelo Branco (três), Leiria (um) e Santarém (dois), quase todo o país apresenta risco muito elevado de incêndio.