Cerca de 60 por cento dos 60 mil processos de promoção de direitos e protecção (PPDT) de menores em risco existentes em 2007 nas 288 comissões de protecção estão informatizados, permitindo cruzar informações em vários pontos do país, noticia a Lusa.

A informação foi dada esta quinta-feira à agência Lusa pela secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, no final do encontro «Intervir para e com as crianças», realizado em Lisboa.

A governante acrescentou que daquele total de processos, cerca de 32 mil são activos por se reportarem a crianças e jovens em risco em diagnóstico para tomada de decisão ou com decisão tomada e em fase de acompanhamento ou em execução de medida. Os restantes já estão arquivados por as crianças e jovens estarem isentas de risco.

Além daqueles processos estão também informatizados outros 25 mil relativos a crianças e jovens em risco sinalizados depois da informatização das comissões de protecção de menores e jovens em risco iniciada em Janeiro do ano passado, disse.

Relativamente ao distrito de Lisboa, o número de processos activos existentes em 2007 era de 4.419, disse.

Cruzamento de informações

Os dados reportam-se ao relatório anual de 2007, uma vez que o de 2008 só estará concluído em Abril/Maio próximos, referiu a secretária de Estado, acrescentando esperar que em Maio esteja concluída a informatização de todos os processos existentes nas comissões de protecção de menores.

A informatização dos dados das comissões de protecção permite cruzar informação de crianças e jovens em risco sinalizados em Portugal independentemente do local onde residem, impedindo assim que se perca o rasto de crianças já sinalizadas numa comissão e/ou a abertura de novos processos quando as famílias mudam de residência.

Idália Moniz falava à agência Lusa no final de uma sessão de trabalho - a quarta e última desta legislatura - em que participaram o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, comissões de menores do distrito de Lisboa, representantes do Ministério Público, dos ministérios da Saúde e Educação, PSP, GNR e hospitais da região de Lisboa.