Por: Redacção /Andreia Miranda | 07-05-2009 19: 25
O director do Departamento de Doenças Infecto-contagiosas dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), Meliço Silvestre, alertou esta quinta-feira para os diferentes «níveis de prontidão dos hospitais» quando confrontados com casos de vírus H1N1, afirmando mesmo que alguns estabelecimentos de saúde estão «menos afinados» que outros.
Em declarações ao tvi24.pt, Meliço Silvestre afirmou que «a preparação de um e de outros hospitais] é diferente» e por isso mesmo «os níveis de prontidão em certos hospitais são diferentes». «Temos que ter em conta que há hospitais de referência, esses estão totalmente funcionais, os outros, especialmente, não terão todas as condições», declarou o infecciologista.
Meliço Silvestre referiu que quando confrontados com suspeitas de vírus «os hospitais tiveram uma resposta positiva, reagiram de prontidão e tomaram medidas essenciais».
«Esperemos que a pandemia não se espalhe a nível global»
«É uma altura impecável para fazer simulações pontuais porque com o vírus não se brinca», afirmou o infecciologista alertando que «podem haver alguns hospitais que estão menos afinados que outros» para responder a situações de vírus.
O director do Departamento de Doenças Infecto-contagiosas dos HUC realçou que é necessário «chamar à atenção para este problema devido aos pontos negativos que precisam de ser ultrapassados».
«É preciso aproveitar as circunstâncias para se prepararem para futuras ondas de vírus que possam acontecer», afirmou Meliço Silvestre, realçando que espera «que a pandemia não se espalhe a nível global».
No entanto, para o infecciologista é necessário «não se aligeirar o problema e não se baixar a vigilância, ou seja, fazer simulações para que se veja que está tudo a funcionar».
«No terreno é um bocadinho diferente do que no papel», relembrou Meliço Silvestre.
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