O antigo presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior que se demitiu em outubro, explicou esta quarta-feira na TVI24, as razões da sua saída.

«Não contesto a necessidade de cortar. Contesto só as prioridades. Cortes foram sempre feitos às pessoas», disse Virgílio Meira Soares.

Meira Soares explicou na altura a sua saída com uma missiva publicada nas redes sociais cujo título era «a miséria global do governo».

Esta quarta-feira, voltou a defender as mesmas ideias. «Não é possível viver constantemente com um governo que não fala a verdade toda. Não explica o que faz e tem a audácia de dizer que quem não está de acordo com ele não é patriota».

Meira Soares demitiu-se do cargo que ocupava há 15 anos, na Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, mas as críticas não vão propriamente para o ministério de Crato, mas para o governo no seu «todo».

«Governar não é só ser investido e fazer o que lhe apetece durante quatro anos. É preciso dialogar, é preciso ganhar a confiança dos cidadãos. E o que este governo ainda não conseguiu, o independentemente das convicções de cada um, foi ganhar a confiança dos portugueses».

«Estes senhores não merecem a minha confiança».