Mais de 50 pessoas foram detidas em Portugal no âmbito de uma «mega operação» que envolveu 34 países contra o crime organizado na Europa, indicou o Gabinete Coordenador de Segurança.

A operação «Arquimedes», coordenada e apoiada pelo serviço europeu de Polícia Europol, realizou-se entre 15 e 23 de setembro e envolveu as autoridades policiais de 34 países, tendo resultado em mais de 1.000 detenções, adianta uma nota do gabinete da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda.

Em Portugal, a operação envolveu 3.863 elementos da GNR, PSP, PJ, SEF, Autoridade Tributária e ASAE, que realizaram ações conjuntas em «dezenas de locais e alvos previamente definidos», como aeroportos, pontos de passagem de fronteira, portos, estabelecimentos, mercados e feiras.

A operação resultou na detenção de 52 pessoas, das quais 13 por suspeita de crimes de furto, oito por suspeita de detenção ilegal de arma e seis por mandado de detenção, e na apreensão de 144 armas, 1.113 munições, 10.000 euros em dinheiro e 25.000 artigos contrafeitos, além de três homens que foram constituídos arguidos por suspeita do crime de burla informática, refere a nota enviada à Lusa.

Segundo a Europol, a operação teve como principal objetivo o combate ao crime organizado e suas estruturas implementadas na União Europeia.

Mais de 300 «ações individuais» foram realizadas em uma centena de localidades europeias contra setores do crime organizado como o tráfico de seres humanos, o tráfico de heroína e cocaína, o cibercrime e a organização de imigração ilegal.

Essas ações levaram à detenção de 1.027 pessoas, ao resgate de 30 crianças romenas a traficantes de seres humanos e à apreensão de 599 quilos de cocaína, 200 quilos de heroína e 1,3 toneladas de canabbis.

A operação permitiu também comprovar a identidade de mais de 10.000 imigrantes indocumentados, o que levou «detenção de 170 criminosos envolvidos na imigração ilegal».

Mais de 2.000 membros das forças de segurança dos 28 Estados membros da União Europeia (UE) participaram na operação, que decorreu entre 15 e 23 de setembro e envolveu os serviços de informações dos 28, mas também da Noruega, Estados Unidos, Austrália, Suíça, Sérvia e Colômbia, e outras agências como a Eurojust, a Frontex e a Interpol.