Na quarta-feira realizou-se um «encontro» no centro comercial Vasco da Gama, em Lisboa, marcado a partir das redes sociais. O evento reuniu centenas de jovens e a Polícia de Segurança Pública foi obrigada a intervir, resultando os desacatos registados em cinco polícias feridos e quatro jovens detidos.

No entanto, após uma busca pelas redes sociais, é possível saber que estão já em curso novas convocatórias para meetings (#meet, na abreviatura utilizada). Uma será no centro comercial Oeiras Parque no dia 3 de setembro, pelas 15:10, e, ao contrário do que aconteceu no Vasco da Gama, este «encontro» tem «código de indumentária», com cada participante a ter de levar um lenço para se identificar.

O Vasco da Gama volta a ser palco de um «meeting» no próximo dia 7 de setembro, pelas 15:30, e estão convidadas duas mil pessoas.

Mas o que são estes meetings?

Os encontros nas redes sociais, conhecidos por meetings no «Facebook» ou «Twitter», têm como objetivo juntar um grupo de pessoas desconhecidas com vista à criação de novas amizades. Os participantes são maioritariamente adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos.

É este o perfil dos jovens que mobilizam os «encontros» nas redes sociais, que reúnem centenas de pessoas em locais públicos.

É também suposto terem «swag» e serem extrovertidos. O conceito de «swag» faz parte do atual vocabulário dos adolescentes e identifica uma pessoa com estilo, presença, singular e de personalidade versátil.





«Isto são swaggers que marcam que só querem fazer engates. Elas vão todas produzidas e eles vão atrás delas. Mas depois há grupos rivais e dá sempre em confusão», disse à TVI24 uma jovem que já esteve presente nestes encontros.





A moda dos meetings não é nova e nem sequer portuguesa. Os encontros das redes sociais surgiram nos Estados Unidos e são anteriores às plataformas mais utilizadas nos nossos dias, como o «Facebook» e o «Twitter».



Nos anos 90 a moda era marcar encontros de mIRC (rede social de conversação desconhecida para os adolescentes atuais). Já no novo milénio surgiu o Hi5. Este domínio, que permitia a partilha de fotografias e a interação entre utilizadores, ganhou notoriedade entre os jovens e rapidamente começaram a surgir «encontros».

Agora, poucos já falam dessas redes sociais. Usam o «Facebook» e o «Twitter» para combinar encontros, mas também o «Instagram», o «Tumblr», o «Vine», o «YouTube» e o «Vimeo», entre outros, para divulgar as fotografias e os vídeos que registam as peripécias desses «encontros».