Um em cada cinco portugueses tem acesso a uma Unidade de Saúde Familiar (USF), um dos aspectos mais visíveis da reforma dos cuidados primários de saúde, disse esta sexta-feira em Peniche o secretário de Estado da Saúde, noticia a Lusa.

«Um em cada cinco portugueses são já atendidos nas USF, que abrangem três mil profissionais», afirmou o secretário de Estado Manuel Pizarro, que participava no encerramento de uma reunião de dois dias dos novos directores executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

Segundo o governante, existem 161 USF em todo o país e o objectivo até ao final deste ano é chegar às 250, uma vez que há, por parte do Ministério da Saúde, o «reconhecimento de que algo mudou para melhor nos cuidados de saúde primários» com a criação destas USF.

«Enorme satisfação»

A aguardar a divulgação dos resultados de um estudo de satisfação efectuado a utentes e profissionais das USF, Manuel Pizarro não tem dúvidas em afirmar que, com este novo modelo de organização, existe uma «enorme satisfação das pessoas que valorizam a qualidade das USF» e, consequentemente, um «grande entusiasmo dos profissionais» já abrangidos por este sistema.

Com o intuito de aumentar o acesso dos cidadãos às consultas e a satisfação dos utentes, o governante mostrou-se convicto das mais-valias que os agrupamentos de centros de saúde vêm trazer à reforma dos cuidados de saúde primários, aproximando a administração do sistema de saúde dos cidadãos e respondendo melhor às suas necessidades.

A nomeação de direcções clínicas, que «vão ter como preocupação essencial a prestação de cuidados», é um dos aspectos mais relevantes.

Manuel Pizarro defendeu também que as direcções clínicas vão contribuir para uma «nova ligação dos ACES aos hospitais», valorizando a prestação dos cuidados de saúde primários.

Além das USF, os novos ACES vão dispor de outras unidades funcionais, como a prestação de cuidados a grupos sociais vulneráveis, em áreas como a saúde escolar ou apoio a pessoas acamadas.