Mais de metade dos médicos terá aderido hoje ao primeiro de dois dias de greve, de acordo com uma primeira estimativa preliminar da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Segundo disse à TVI a sindicalista Pilar Vicente, «seguramente mais de 70%» dos médicos estarão hoje em greve.

A FNAM não dispõe ainda de dados nacionais de adesão, mas há unidades de saúde em que os primeiros números apontam para cerca de 80% de profissionais que se juntaram à paralisação, escreve a Lusa.

Hoje é o primeiro de dois dias de greve de médicos, a segunda que o ministro Paulo Macedo enfrenta em dois anos.

Ao contrário da greve de 2012, a atual paralisação não terá a participação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que, no dia em que foi anunciada esta forma de luta, explicou que não aderia.

A publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam «lei da rolha», a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos, para as quais não estão habilitados, são os principais motivos na base da convocação desta greve.

O protesto, que começou às 00:00 de hoje e decorre até às 24:00 de quarta-feira, foi convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do setor e também de pensionistas e doentes.

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