O concurso para a entrada de médicos recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde ficou com 117 das 1.234 vagas por preencher, mas a Ordem sublinha que a proporção de candidatos é até mais alta que o habitual.

Este concurso abriu mais vagas do que os potenciais candidatos. Numa análise que é ainda superficial, a percentagem de candidatos recém-especialistas deste concurso é mais alta do que o habitual. Isto mostra que quanto mais cedo abrem os concursos, maior é a percentagem de ocupação de vagas”, disse à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos.

O jornal Público noticia esta quarta-feira que das 1.234 vagas postas a concurso, concorreram 1.117 médicos, ficando por preencher 117 vagas (menos de 10%).

O bastonário dos Médicos, Miguel Guimarães, entende que este concurso “terá sido um daqueles em que mais recém-especialistas concorreram”, indicando que houve até várias especialidades com mais candidatos do que vagas abertas.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de candidatos ao concurso deste ano para médicos recém-especialistas foi o mais elevado de sempre.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde sublinhou que a captação de médicos do atual concurso para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “foi superior ao que acontece em anos anteriores”. Fernando Araújo afirma mesmo que “os números são muito positivos” e que “nunca tinham concorrido tantos médicos”.

Concorreram este ano 1.117 médicos, quando no ano passado, por exemplo, concorreram 810 profissionais, disse o secretário de Estado.

Fernando Araújo reconhece que este concurso vem demonstrar que “quanto mais célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar profissionais”.

As várias estruturas médicas pressionaram este ano o Governo para que não se atrasasse a abrir os concursos para os jovens que terminaram o internato este ano, depois de no ano passado o concurso ter demorado mais de 10 meses a abrir.

Quando foram anunciadas as 1.234 vagas para o concurso deste ano, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, explicou que abriu entre “10% a 15% de vagas acima dos médicos que terminaram o internato”, sobretudo para tentar captar médicos de fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em relação a este objetivo, o bastonário dos Médicos entende que pode ter falhado, mas indica que é necessário aguardar por dados mais concretos do Ministério da Saúde.

Das 1.234 vagas, 378 eram para medicina geral e familiar e 856 para áreas de especialidade hospitalar e para saúde pública.