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Governo recusa «alarmismo» por saída de 500 médicos

Ministério da Saúde vai contratar 97 novos clínicos

Por: Redacção / CMM  |  18- 3- 2010  13: 24

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Médicos

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde defendeu esta quinta-feira que é preciso evitar «alarmismos» em relação à eventual saída de 500 médicos por reforma antecipada, assegurando que o Governo encontrará a «solução adequada».

Manuel Pizarro reagia assim às declarações da ministra da Saúde que revelou que cerca de 500 médicos pediram para se reformarem antecipadamente. Um número que Ana Jorge considerou «muito elevado» e «preocupante».

Relativamente à saída de enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o secretário de Estado Adjunto e da Saúde adiantou que será «fácil de colmatar porque existem profissionais em condições de serem contratados pelos serviços públicos».

Saem 500¿ Entram 97

Para atenuar a falta de médicos, o Ministério da Saúde anunciou a entrada no SNS de 97 médicos com a especialidade de medicina geral e familiar, que concluíram em Fevereiro a formação e que permitirão o acesso a médico de família a mais de 150 mil portugueses.

Manuel Pizarro adiantou à Lusa que foi feito um planeamento regional de modo a preencher os locais onde haviam maiores carências de médicos de família.

Os recém-formados vão iniciar de imediato a sua actividade em todo o país, sendo a maioria deles, 44, colocados na zona Norte do país e 26 na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O centro vai receber 14 novos clínicos. O sul é a zona do país menos favorecida: o Algarve vai dispor de mais seis médicos e o Alentejo de um.

O coordenador da Missão dos Cuidados de Saúde Primários congratulou-se com a entrada imediata destes profissionais de saúde, que veio pôr fim a um «processo muito burocrático, que durava meses», salientou Luís Pisco.

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