A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) acusa a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) de «leviandade» ao afirmar que existem 7 651 médicos de família, número que, a ser verdadeiro, representaria um aumento de 35,8% em ano e meio.

A FNAM reagia assim a uma nota da ACSS sobre a contratação de médicos cubanos, publicada no seu site, dando conta de que neste momento Portugal tem 7 651 médicos portugueses de Medicina Geral e Familiar (MGF) no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

«Extraordinária a leviandade da ACSS. Se consultarmos o Balanço Social 2012, por sinal também da responsabilidade da ACSS, verificamos que o número de Médicos de Família em Portugal, antes da vaga das reformas antecipadas de que tanto se queixa o Ministério da Saúde, era de 5 636», lê-se no comunicado da FNAM.

Ou seja, mesmo que as reformas antecipadas não tivessem diminuído o número de médicos de família em exercício nas unidades do SNS, «o que contraria o discurso do ministério», a ACSS teria que ter operado «um verdadeiro milagre de multiplicação de médicos», pois teria conseguido «aumentar» o número em 35,8%: mais 2.015 médicos de família.

«Se este número fosse verdadeiro, mesmo que Portugal possuísse 10 milhões de utentes inscritos nos seus centros de saúde, apresentaria uma relação única no panorama europeu: 1 307 habitantes por médico de família», alega a FNAM.