Por: tvi24 / SM | 18- 4- 2011 19: 25
A ministra da Saúde considerou esta segunda-feira que os médicos colombianos que esta semana chegam a 18 centros de saúde portugueses «têm capacidade para
trabalhar» e lembrou que muitos clínicos portugueses exercem as mesmas funções sem terem a especialidade.
Ana Jorge
considerou que não têm fundamento as críticas feitas pela Ordem dos Médicos.
«Nós sabemos que estes médicos não são médicos de família, mas fizeram
os exames e a sua qualidade profissional foi reconhecida pela Ordem dos Médicos», disse Ana Jorge aos jornalistas.
Para
a ministra da Saúde, os 42 médicos colombianos «têm capacidade para trabalhar», apesar de não terem a especialidade de Medicina
Geral e Familiar, à semelhança de muitos médicos portugueses.
Ana Jorge lembrou que a contratação de colombianos
é uma forma de colmatar a falta de profissionais provocada pelos baixos números clausus de acesso à universidade no passado
e o elevado número de reformas registadas no ano passado. A situação levou o Ministério a «procurar médicos com contrato por
três anos».
O presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar (MGF) da Ordem dos Médicos afirmou
que a vinda de 42 médicos colombianos para Portugal para trabalhar em dezoito centros de saúde «desacredita» esta especialidade,
«que é muito conceituada».
José Silva Henriques frisou que estes clínicos «não são médicos de família» e acrescentou
que «um médico de família é um médico especializado e, portanto, eles são médicos indiferenciados que, por uma questão política
que nós achamos incorrecta, vieram para Portugal com um contrato, mas não são médicos de família».
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