O Infarmed revelou esta sexta-feira que existem 218 farmácias com uma quota de genéricos acima dos 45 por cento, percentagem acima da qual o governo se prepara para compensar financeiramente estes estabelecimentos.

De acordo com a monitorização do mercado de medicamentos, referente a agosto, a quota dos genéricos está acima dos 45 por cento em 218 farmácias e acima dos 40 por cento em 1.060 estabelecimentos.

No passado dia 18, o Ministério da Saúde confirmou que o governo está a preparar estímulos às farmácias para aumentar a quota de venda de medicamentos genéricos, que no final de 2014 terá de estar nos 60 por cento.

Nesse dia, o Diário de Notícias avançava que «as farmácias que ultrapassarem uma quota de 45 por cento deverão passar a receber um pagamento de 50 cêntimos por cada genérico vendido» e que «este valor pode duplicar, caso se tenha dispensado um dos cinco medicamentos mais baratos no mercado».

Em reação a esta medida - criticada pela Ordem dos Médicos - o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos disse que «praticamente nenhuma farmácia» será abrangida pela medida, tendo em conta as metas definidas.

«É uma medida que praticamente não vai abranger nenhuma farmácia, ou muito poucas, porque as farmácias têm que ter quotas de medicamentos genéricos superiores a 45 por cento para poder usufruir dos fins previstos e neste momento a quota geral em Portugal dos medicamentos genéricos não chega aos 40 por cento», afirmou na altura.

Os dados hoje divulgados indicam ainda que, entre janeiro e agosto deste ano, os encargos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no mercado ambulatório desceram 32 milhões de euros e que, no mercado hospitalar, a poupança foi de dez milhões de euros, escreve a Lusa.