Por: tvi24 | 9- 9- 2010 0: 17
Os medicamentos contra a insónia e a ansiedade aumentam o risco de mortalidade dos seus consumidores em 36 por cento, concluiu
um estudo, divulgado pelo «Canadian Journal of Psychiatry» (Jornal Canadiano de Psiquiatria), noticia a Lusa.
A investigação
foi feita pela professora Geneviève Belleville, da Escola de Psicologia da Universidade Laval, no Quebeque, que se apoiou
sobre a informação relativa a 14 mil canadianos, com idades entre 18 e 102 anos, reunida durante 12 anos pelo instituto canadiano
de estatística.
Durante este período, morreram 15,7 por cento das pessoas que indicaram ter tomado pelo menos uma
vez um medicamento contra a insónia ou a ansiedade no mês anterior à entrevista.
Entre as que indicaram que não tomaram
este tipo de medicamentos, a taxa de mortalidade foi inferior, ao situar-se em 10,5 por cento.
Depois de ter isolado
outras características pessoais que pudessem afectar o risco de mortalidade, como consumo de álcool e de tabaco ou depressão,
Belleville concluiu que o consumo de soníferos e ansiolíticos aumenta o risco de mortalidade em 36 por cento.
Muitas
hipóteses podem explicar esta relação de causa-efeito. Aqueles medicamentos afectam a rapidez de reacção, a vivacidade em
geral e a coordenação de movimentos, o que pode conduzir a quedas e outros acidentes.
Podem também perturbar a respiração
durante o sono e inibir o sistema nervoso central, o que aumenta o risco de suicídio.
«Estes medicamentos não são
bombons e a sua toma tem consequências», declarou Belleville, que recomenda a combinação da abordagem farmacológica com uma
terapia psicológica para combater a insónia e a ansiedade.
Interrogada pela France Press, precisou que a categoria
etária mais afectada é a dos seniores, delimitada entre 55 e 75 anos, uma vez que cerca de 20 por cento deste conjunto etário
tomam estes medicamentos, contra uma média situada entre três e seis por cento do conjunto da população canadiana.
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