O pior não aconteceu no Rio Douro. O Douro não registou cheias na madrugada deste, ao contrário do que estava previsto, disse à Lusa a Proteção Civil. Em Águeda, a situação também melhorou, mas os receios permanecem com as descargas das barragens. 

Ao início da madrugada, a Proteção Civil do Porto previu que fossem ocorrer cheias no Douro pelas 06:00, elegendo Postigo do Carvão, Miragaia e o Cais da Ribeira como os pontos mais críticos.

No entanto, pelas 06:10, o CDOS do Porto indicou que “o caudal do rio está normal, não houve transbordo”.

Informação semelhante foi transmitida pelo CDOS de Viana do Castelo: “Não há nenhuma informação de cheias, nem galgamento das margens dos rios, tanto do Lima como do Minho. Estamos a aguardar, para já nada de especial”.

O nível das águas está a baixar em Águeda, que, na sexta-feira, sofreu as maiores cheias dos últimos anos, “o rio está a baixar”, informou Luís Gonçalves, do CDOS de Aveiro, indicando que, ainda assim, se mantêm cortadas estradas no centro de Águeda, em Albergaria e Anadia.

A Proteção Civil aguarda agora pelo desenvolvimento da situação: “Neste momento o rio está a baixar, mas não quer dizer que se mantenha. Tem estado toda a noite a chover, vamos ver o que nos reserva o dia, consoante as descargas das barragens”.

Segundo Luís Gonçalves, desde sexta-feira até ao início da manhã de hoje foram registadas 62 ocorrências no distrito de Aveiro, “entre inundações e quedas de árvores”.

 

Proteção Civil registou 458 ocorrências em 24 horas

 

Ao final de sexta-feira, a Autoridade Nacional da Proteção Civil informou que tinha registado mais de 450 ocorrências em todo o país relacionadas com episódios de mau tempo em 24 horas.

“Desde as 00:00 de sexta-feira até às 00:00 de sábado, registámos no território do continente 458 ocorrências relacionadas com episódios de mau tempo, sobretudo com inundações e deslizamentos de terra”, disse à agência Lusa Carlos Guerra, adjunto de operações da Proteção Civil.

Segundo Carlos Guerra, o distrito mais atingido foi o de Coimbra.

“Registamos estradas cortadas no distrito de Viana, Coimbra, Viseu, Aveiro e Porto. O distrito com mais estradas cortadas é o de Aveiro, sobretudo na zona de Águeda, Estarreja e Albergaria”, afirmou Carlos Guerra.