A Câmara de Paredes prevê que a Segurança Social ajude 59 famílias afetadas pelo tornado do dia 04, acorrendo às «necessidades mais básicas», no valor de 115.000 euros, disse à Lusa a vereadora Hermínia Moreira.

Segundo a autarca responsável pela ação social, aquele montante reporta-se apenas aos «bens essenciais que determinam a qualidade de vida das pessoas», como fogões, frigoríficos, máquinas de lavar roupa ou colchões.

«A situação de várias famílias é de facto muito complicada», assinalou.

Os últimos dados do relatório dos estragos realizado pela câmara nas últimas semanas foram hoje encaminhados para a Segurança Social, que vai agora confirmar as condições económicas dos agregados familiares, acrescentou.

A autarquia confirmou estragos nas habitações de 142 famílias, mas nem todas reúnem condições para poderem ser apoiadas, por terem rendimentos que não preenchem os critérios da Segurança Social ou beneficiarem de seguros.

Hermínia Moreira disse esperar agora que a Segurança Social decida «o mais rapidamente possível» para poder libertar as ajudas às famílias mais débeis.

A autarca assinalou que grande parte dos agregados afetados pelo tornado já eram apoiados pela Segurança Social ou pelo município, porque enfrentam situações de desemprego ou têm salários e pensões baixos.

À Lusa, a vereadora sublinhou que o valor de 115.000 euros é uma pequena parte dos prejuízos nas habitações.

O resto, adiantou, tem sido assumido pelas famílias e com a ajuda da câmara, empresas e instituições de solidariedade.

Só a autarquia acionou uma verba do seu orçamento no valor de 800.00 euros para acorrer às situações mais complicadas.

O tornado do dia 04 provocou danos em 120 casas, várias empresas e dezenas de viaturas, num prejuízo estimado pela edilidade de 5,5 milhões de euros.

O Governo anunciou que só serão apoiadas as famílias mais carenciadas e as que não tenham seguros, recorda a Lusa.