Onze distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso laranja devido à forte agitação marítima, precipitação e vento forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IMPA).

O IPMA prevê colocar sob aviso vermelho toda a costa portuguesa, entre as 03:00 e as 15:00 de domingo, devido à previsão de forte agitação marítima.

Segundo a Marinha, estão 13 barras fechadas e sete condicionadas, devido à forte agitação marítima.

Segundo o IPMA, estão sob aviso laranja os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro.

O aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado, enquanto o aviso vermelho refere una situação meteorológica de risco extremo.

O IPMA prevê para este sábado no continente céu geralmente muito nublado, períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e de granizo.

Prevê ainda queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, descendo gradualmente a cota para 1000/1200 metros.Condições favoráveis à ocorrência de trovoada. O vento soprará moderado a forte (30 a 45 km/h) de sudoeste, com rajadas até 85 km/h, em especial no litoral e a partir da tarde, podendo atingir 100 km/h a partir do final da tarde no litoral a norte do Cabo Carvoeiro.

Nas terras altas, o vento estará forte (40 a 55 km/h) de sudoeste, com rajadas até 85 km/h, tornando-se forte a muito forte (50 a 65 km/h), com rajadas até 120 km/h a partir da tarde nas regiões Norte e Centro. Haverá ainda uma pequena descida da temperatura mínima.

As temperaturas máximas previstas para hoje são de 16 graus Celsius em Lisboa, 18 em Faro e 15 no Porto.

Proteção Civil regista 63 ocorrências

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou entre a meia-noite e as 08:00 de sábado 63 ocorrências devido ao mau tempo, a maioria relacionadas com inundações, quedas de árvores, de estruturas e limpeza de vias.

Desde as 00:00 de sexta-feira, a ANPC registou um total de 826 ocorrências, quatro desalojados em Oeiras e dois em Odivelas devido a inundações nas suas casas e dois feridos ligeiros na sequência da queda de uma árvore em cima de um carro em Almada, disse à agência Lusa uma fonte da Proteção Civil.

Desde a meia-noite de hoje houve mais algumas ocorrências relacionadas com a tempestade Félix, mas a situação está relativamente calma”, adiantou.

A maior parte das ocorrências deveu-se a inundações, quedas de árvores, quedas de estruturas, limpeza de vias, sendo os distritos mais afetados Lisboa, Santarém, Castelo Branco e Setúbal.

Precauções no Tejo

O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém aconselhou a população das zonas ribeirinhas do distrito a tomar medidas de precaução face à previsão de alagamentos e inundações decorrente da subida dos caudais do rio Tejo.

Em comunicado emitido durante a noite, o CDOS afirma que “é espectável nas próximas horas uma subida gradual do rio Tejo, pelo que se impõe um aviso à população, particularmente nas zonas ribeirinhas”.

Esta subida dos níveis hidrométricos e dos caudais do rio Tejo decorre “da precipitação que se tem sentido no distrito e a montante, mas essencialmente das descargas das barragens espanholas e portuguesas”, acrescenta.

Fonte do CDOS de Santarém contactada de manhã pela Lusa afirmou que não há ainda nenhum registo de alagamentos e inundações que limitem a circulação em vias e estradas da região ou que tenham provocado algum constrangimento, mas, disse, “é espetável que essas situações venham a acontecer”.

Assim, a Proteção Civil aconselha as populações a retirarem “das zonas confinantes, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens”, e a levarem os animais “para locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas que serão provavelmente inundáveis”.

É ainda recomendado “não atravessar com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas” e manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos agentes de Proteção Civil, “desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens”.

O CDOS de Santarém afirma estar a acompanhar a evolução da subida dos níveis da água na região em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, Infraestruturas de Portugal, EDP produção, serviços municipais de Proteção Civil e agentes de Proteção Civil, e que emitirá outros comunicados sempre que tal se revele necessário.