O temporal que assolou Portugal continental entre 4 e 7 de janeiro levou à participação de 5.544 sinistros, dos quais resultaram prejuízos de 11,5 milhões de euros cobertos pelas seguradoras, revelou esta quarta-feira a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

A larga maioria dos sinistros esteve relacionada com incêndios e outros danos (3.889 sinistros), com a maior fatia concentrada na habitação (3.349 sinistros) e as restantes partes concentradas no comércio e indústria (534 sinistros) e na engenharia (7 sinistros).

Depois, sobressaem os sinistros no ramo automóvel (1.631 sinistros) e no último lugar os sinistros com embarcações marítimas, lacustres (lagos) e fluviais (24 sinistros).

«Houve muitos automóveis destruídos neste temporal, o que não é muito normal nestas situações», destacou o presidente da APS, Pedro Seixas Vale, num encontro com jornalistas em Lisboa.

Ainda assim, conforme realçou o responsável, o temporal de janeiro de 2014 provocou muito menos estragos do que o temporal de janeiro de 2013, quando foram registados mais de 50 mil sinistros e as indemnizações pagas pelas seguradoras ascenderam a 100 milhões de euros.

No que toca aos custos assumidos pelo setor segurador com desastres naturais, nota para o tornado em 2012 que causou prejuízos de 3,3 milhões de euros.

Em 2010, além de as indemnizações de 2 milhões de euros assumidas pelas seguradoras devido a um outro tornado, também houve o temporal da Madeira, cujos custos ascenderam a 136 milhões de euros.

A subida crescente dos custos suportados pelo setor segurador com fenómenos da natureza é, em parte, explicado pela maior implementação dos seguros multirriscos, salientou Seixas Vale, apontando para as vantagens dos cidadãos subscreverem este tipo de produtos que custam «entre 10 e 14 euros por mês», mas que, quando há desastres naturais, trazem «grandes vantagens» aos segurados.