Parte do telhado do canto sul do edifício do Liceu Camões, em Lisboa, voou esta segunda-feira cerca do meio-dia devido ao vento forte que se fez sentir na zona, disse à Lusa o diretor da escola, João Jaime.

Perto do meio-dia, um vento fortíssimo apanhou a zona do telhado e voaram telhas que caíram no pátio da escola. Felizmente não houve feridos. Os Sapadores Bombeiros foram chamados e retiraram as telhas que estavam em perigo de cair”, explicou à Lusa.

De acordo com João Jaime, tanto o Ministério da Educação como a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares já foram informados do ocorrido esta manhã, além das “debilidades que preocupam a direção da escola", tendo sido reiterada a "urgência em recuperar o edifício".

Há dois meses que pedimos uma reunião com o Ministério devido às obras que estão prometidas. Dizem que há dinheiro, mas é preciso urgência para a Parque Escolar começar as obras. Este acidente veio dar sinal de que, de uma vez por todas, é urgente começar as obras no Liceu Camões”, frisou o diretor.

João Jaime adiantou ainda que tudo será feito para que os alunos não sejam prejudicados e fiquem sem aulas, numa altura em que se vive o final do primeiro período.

As telhas voaram de algumas salas de aula, se for necessário alguns alunos serão deslocados para outras, mas não prevemos que fiquem sem aulas nesta semana antes das férias do Natal”, explicou, adiantando que há já uma empresa que vai arrancar com as obras possíveis tentando recuperar o que está danificado.

João Jaime pediu ainda ao Ministério da Educação que faça uma vistoria ao edifício para se saber se existem ou não outras debilidades num edifício que conta com 108 anos de história.

A 26 de maio deste ano, uma portaria do Ministério da Educação publicada em Diário da República avançava que o Liceu Camões iria receber obras de reabilitação durante os próximos três anos, com um orçamento de 314.550 euros, totalmente da responsabilidade do Estado.

Previa-se, na altura, que as obras nesta escola secundária da capital começassem ainda este ano e decorressem até 2020, sob encargo da empresa pública Parque Escolar, segundo a portaria emitida, que autorizava as despesas.

O orçamento é totalmente da responsabilidade do Estado e visa pôr em prática um projeto de reabilitação que já havia sido falado em março deste ano, aquando da aprovação de intervenções em 142 escolas, avaliadas em 175 milhões de euros.

Entretanto, após os estragos, o Ministério da Educação anunciou que as obras para reparar o telhado do Liceu Camões, em Lisboa, irão iniciar-se já na terça-feira.

O mau tempo que se sentiu nas últimas horas afetou uma parte do telhado da ES [Escola Secundária] Camões, em Lisboa. Uma equipa da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares já esteve no local esta manhã e prevê-se que já amanhã se iniciem trabalhos de recuperação da estrutura afetada. Não foram afetadas as aulas", refere o Ministério da Educação, numa resposta enviada à Lusa.

Avenidas Novas

Os ramos que caíram na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, e afetaram 20 carros, deverão ser retirados até ao final da tarde, podendo depois a circulação ser reposta, estimou hoje a presidente da Junta de Freguesia.

De acordo com Ana Gaspar, os "casos mais graves em [termos de] danos, que felizmente só são automóveis", aconteceram na Avenida Elias Garcia, e na confluência com a Avenida 5 de Outubro, devido à queda de ramos de árvores que atingiram carros que se encontravam estacionados na rua.

Não houve queda de árvores, o que houve aqui foi queda dos ramos e houve cerca de 20 carros afetados", afirmou a presidente da Junta, em declarações à agência Lusa.

A par dos automóveis, "houve também um quiosque afetado", avançou a autarca, acrescentando que "até agora" a Junta não tem conhecimento de outras infraestruturas que tenham sido arrancadas ou danificadas devido à chuva e ao vento forte que se fez sentir durante a madrugada.

Apesar de a "maior preocupação" da autarquia se prender com a possibilidade da existência de feridos, isso "felizmente não aconteceu".

A presidente da Junta das Avenidas Novas disse à agência Lusa que no domingo à noite percorreu algumas artérias da freguesia com a sua equipa, para "ver se andava alguém na rua, e felizmente não havia", uma vez que "as pessoas perceberam que era um alerta vermelho" e permaneceram abrigadas.

Quanto aos trabalhos para remoção dos ramos caídos, "estão a decorrer, com ajuda obviamente da Câmara Municipal", e de "20 homens e duas máquinas" da Junta de Freguesia.

Até ao final tarde está transitável a rua", estimou a presidente, elencando que "uma parte da [Avenida] Elias Garcia já está liberta", mas para já não é possível "ter uma previsão mais assertiva do que esta", dado que "ainda há muitos troncos" pendurados e no chão.

Quanto aos estragos, "vão ser cobertos pela Câmara Municipal de Lisboa", salientou Ana Gaspar.

Podas atempadamente

A presidente da Junta observou também que esta é "uma zona muito arborizada da cidade", o que "tem custos", mas "as árvores têm sido podadas atempadamente".

Devido aos ramos que caíram, os espécimes "serão podados até não haver árvores desequilibradas", por forma a "não haver mais nenhum risco", explicou a autarca.

Não podemos prever o alcance das tempestades, mas temos noção que há troncos que terão de ser cortados em função do equilíbrio e robustez da árvore, e isso vamos fazer, vai começar daqui a um bocado", elencou.

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa registou, entre as 07:00 e as 10:15 de hoje, mais de uma dezena de quedas de árvores e de estruturas, disse à Lusa fonte da corporação.

De acordo com a mesma fonte, a ocorrência que "está a dar mais trabalho" é a da Avenida Elias Garcia, onde a queda de uma árvore durante a noite está a condicionar o trânsito.

Não foram registados acidentes graves nem feridos na sequência das ocorrências", acrescentou.