A Proteção Civil emitiu um aviso à população para a previsão de agravamento da agitação marítima, precipitação, vento e queda de neve, aconselhando "especial cuidado" nas zonas costeiras e condução rodoviária devido ao risco de piso escorregadio.

Com base em informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Autoridade Nacional de Proteção Civil informou que se prevê, para as próximas 48 horas, "um agravamento das condições meteorológicas", incluindo da agitação marítima, com "ondulação de noroeste de quatro a cinco metros na costa ocidental até às 12:00 de sábado".

A norte do cabo Raso, prevê-se uma ondulação de cinco a sete metros de altura, podendo atingir os 10 metros de altura máxima, com início às 15:00 de sexta-feira até às 06:00 de sábado", refere a nota da Proteção Civil.

Para sexta-feira estão previstos períodos de chuva, "por vezes forte", nas regiões norte e centro, com "acumulados entre 20-30 milímetros/12 horas)", com "possibilidade de ocorrência de trovoada e queda de granizo".

As previsões apontam também para vento do quadrante oeste, moderado a forte (até 50 quilómetros/hora), com rajadas no litoral (até 70 kms/h) e nas terras altas (até 90 kms/h).

Segundo o IPMA, está prevista a queda de neve acima dos 600/800 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para os 1.200 metros nos distritos de Viana do Castelo, Bragança, Vila Real, Guarda, Braga, Castelo Branco e Viseu, até às 06:00 de 31 de março.

Perante este quadro, a Proteção Civil avisa para os efeitos provocados pelo "piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, gelo e neve" e a possibilidade de "cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem".

Eventuais inundações "por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis", danos "em estruturas montadas ou suspensas" e dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, "nomeadamente nos períodos de preia-mar", são também apontados no aviso.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil aconselha, por isso, a medidas de autoproteção, nomeadamente à adoção de "uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias" e o uso de correntes de neve em caso de necessidade.

Outras medidas preventivas passam por "não atravessar zonas inundadas", ter cuidado "na circulação e permanência junto de áreas arborizadas" ou "junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros".

A Proteção Civil recomenda ainda que não sejam praticadas "atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima".

Autoridade Marítima alerta para ondas de dez metros

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) alertou hoje para o agravamento do estado do mar, com ondulação forte, que pode atingir os 10 metros, e que se vai fazer sentir durante o dia de sexta-feira e a madrugada de sábado.

A previsão do estado do mar prevê o seu agravamento significativo nas próximas horas, na costa norte de Portugal continental (a norte do cabo Carvoeiro), nomeadamente durante o dia de sexta-feira e a madrugada de sábado”, refere a AMN em comunicado.

Segundo o documento, a agitação marítima irá crescer até aos seis metros de altura significativa, podendo, de forma pontual, alcançar ondas de altura máxima de 10 metros.

A estas condições adversas associa-se uma previsão de vento forte.

A AMN e a Marinha estão a reforçar a recomendação, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, para o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.

Recomenda-se o reforço da amarração e vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas, bem como evitar passeios junto ao mar, de onde se destacam os molhes das entradas das barras e zonas nas praias junto à água”, frisa.

A AMN apela também aos marítimos que mantenham um “estado de vigilância permanente” e à população em geral que se “abstenham da prática de passeios junto à costa e nas praias, bem como da prática de atividades lúdicas nas zonas expostas à agitação marítima”.