Atualizada às 13:30

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou esta segunda-feira sete dos 18 distritos do continente sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, devido à previsão de chuva forte.

De acordo com informação do IPMA disponível às 11:40, os distritos de Portalegre, Beja, Lisboa, Santarém, Setúbal, Faro e Évora vão estar sob aviso laranja entre as 12:00 e as 21:00 desta segunda-feira devido à previsão de períodos de chuva ou aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoadas.

Os outros 12 distritos do país estão sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, entre as 12:00 de hoje e as 00:00 de terça-feira devido à previsão de chuva ou aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de granizo.

O IPMA colocou também sob aviso amarelo os distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Beja, Setúbal e Faro por causa do vento forte de sudoeste com rajadas da ordem dos 70 quilómetros/hora entre as 12 e as 21:00 de hoje.

Também as ilhas de Corvo e Flores (grupo ocidental) e S. Jorge, Faial, Pico, Graciosa e Terceira (grupo central) vão estar sob aviso amarelo devido à previsão de precipitação forte e agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste de seis a sete metros.

O aviso amarelo para a precipitação vai estar em vigor entre as 17:00 desta segunda-feira e as 02:00 de terça-feira e para a agitação marítima entre as 08:00 e as 23:00 de terça-feira. 

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) emitiu esta segunda-feira um aviso à população na sequência das previsões do agravamento do estado do tempo em todo do país, com vento e chuva fortes.

A Proteção Civil refere que o agravamento do estado do tempo pode provocar, entre outros efeitos, «dificuldades de escoamento dos sistemas de drenagem urbanos, nomeadamente durante os períodos de praia-mar, podendo haver inundações em locais historicamente mais vulneráveis».

Além disso, há a «possibilidade de cheias rápidas em meio urbano e de acumulação de águas pluviais por insuficiências dos sistemas de drenagem», além do piso rodoviário ficar escorregadio e uma eventual formação de lençóis de água.

A ANPC salienta que o impacto destes efeitos «pode ser minimizado através da adoção de comportamentos adequados» e recomenda à população das zonas mais vulneráveis que tome medidas, como desobstruir sistemas de escoamento de águas, fixar estruturas soltas e ter uma condução cautelosa, não atravessando zonas inundadas e tendo especial atenção em áreas arborizadas.




Três barras condicionadas devido à agitação marítima

As barras marítimas da Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Figueira da Foz estão condicionadas à navegação devido à agitação marítima, segundo informação disponível no site da Marinha.

De acordo com a Marinha, a barra marítima da Póvoa de Varzim está condicionada a embarcações com calado superior a dois metros, duas horas antes e duas horas depois da baixa-mar, devido à previsão de agitação marítima.

A barra de Vila do Conde também está condicionada e a Marinha aconselha as embarcações até 12 metros de comprimento e/ou calado inferior a dois metros a praticar a barra no período compreendido entre as três horas antes e três horas após da preia-mar.

Para as embarcações com comprimento superior a 12 metros e/ou calado superior a dois metros apenas podem praticar a barra no período da preia-mar.

Também a barra da Figueira da Foz está fechada a embarcações com comprimento inferior a 11 metros.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta segunda-feira na costa ocidental ondas de noroeste com 1,5 a 2,5 metros, sendo 2 a 3 metros a sul do Cabo Carvoeiro, passando gradualmente a ondas de sudoeste.

Na costa sul, segundo o IPMA, estão previstas ondas de sudoeste com 1 a 1,5 metros, aumentando para 1,5 a 2,5 metros a partir da tarde.

A temperatura da água do mar vai rondar os 19 graus na costa ocidental e os 20 na costa sul.