O administrador do agrupamento de empresas do Parque Verde, em Coimbra, disse esta quarta-feira à agência Lusa que as cheias que ocorreram no concelho no dia 11 e 12 provocaram prejuízos de 2,5 milhões a três milhões de euros naquele complexo.

As cheias que ocorreram em Coimbra provocaram prejuízos "entre os 2,5 milhões de euros e os três milhões de euros" nos estabelecimentos do Parque Verde, dusse o administrador do agrupamento de empresas que gere o Complexo Verde do Mondego, Rogério Emídio Silva.

Segundo Rogério Emídio Silva, esta foi a maior cheia alguma vez verificada desde o início da exploração daqueles espaços à beira-rio, em 2004, tendo a água atingido 1,40 metros "dentro das casas".

O chão, máquinas, mobiliário, eletricidade e sistema de esgotos ficaram danificados. "Foi tudo", contou Rogério Emídio Silva, sublinhando que desde as cheias de 2014 que nenhuma seguradora "aceita fazer seguros contra cheias" devido ao "excesso de sinistralidade".

"Não temos condições financeiras para fazer face a uma coisa destas", frisou.


Desde a abertura dos espaços em 2004, os empresários registaram 14 ocorrências de cheias.

A administração do Complexo Verde do Mondego reuniu na sexta-feira com o chefe de gabinete da Câmara Municipal de Coimbra.

Por enquanto, "não há condições para abrir", salientou, afirmando que não faz sentido agora voltar a fazer investimento para que "daqui a 15 dias haja uma nova cheia".

"Não justifica fazer-se um investimento, enquanto não houver desassoreamento [limpeza do fundo do rio] do Mondego", disse o empresário, em declarações à Lusa.


Os investidores, de momento, estão "à espera de uma solução". Caso não haja solução, vão "agir judicialmente", avançou.

As cheias afetaram também o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que estará fechado durante vários meses, e alguns estabelecimentos junto a esse mesmo monumento, tendo sido, na altura, ativado o plano de emergência municipal para cheias e inundações.

Também estiveram cortadas algumas estradas e o Comando Distrital de Operações de Socorro registou 88 inundações, 55 quedas de árvores e 27 deslizamentos de terras.