O vereador da Proteção Civil da Câmara de Lisboa acusou esta segunda-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) de não ter previsto tanta chuva, acrescentando que a cidade se teve de preparar «à última da hora».

«Houve uma grande precipitação. As informações que nós tínhamos do IPMA não iam nesse sentido, portanto a cidade teve de se prevenir à última da hora, uma vez que não tinha sido lançado aviso laranja para o distrito de Lisboa», disse Carlos Castro que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa convocada devido ao mau tempo.

O diretor municipal de Proteção Civil reforçou a acusação: «Estávamos à espera que houvesse uma comunicação em termos de pré-aviso laranja, para podermos efetivamente dispor a prontidão de todos os serviços. Isso não veio, fomos apanhados [de surpresa] e tivemos de agir [...] rapidamente».

«Estamos em estado de alerta e vamos continuar a acompanhar a situação», assegurou.

O comandante do Regimento dos Sapadores Bombeiros (RSB), Pedro Patrício, considerou que a situação era impossível de evitar, mas neste momento [às 18:10] está «estabilizada».