cheias de domingo

"Apraz-me registar que os alertas funcionaram, as pessoas tomaram as medidas preventivas. O que acontece é que as medidas preventivas normais não foram suficientes, mas não significa que as medidas tomadas não tenham atenuado apesar de tudo os danos catastróficos, muitos deles, que se verificaram"

perdeu a vida

Questionado pelos jornalistas sobre o facto de os técnicos de segurança de construção civil terem dito que o nível de alerta da Proteção Civil não correspondeu ao aviso vermelho do Instituto do Mar e da Atmosfera, o governante insistiu que "as forças operacionais e os comandos funcionaram muito bem, preventivamente, não só por sms, antes por mails". O problema é que, em Albufeira, houve "uma fúria da natureza que se revolvou" e o alerta passou para um nível de proteção distrital.

Com um discurso marcadamente religioso, o ministro defendeu que o que importa, em primeiro lugar, é a sua presença física ali, para confortar as pessoas, remetendo a questão do estado de calamidade para a autarquia, com o argumento de que há uma lei a respeitar e que, por agora, é preciso primeiro fazer o levantamento dos prejuízos.

Deu ainda conta, a esse respeito, que muitos dos lesados com quem falou "já acionaram o seguro" e que isso "é uma lição de vida para todos". Já quem não tem seguro, devia ter: "Para quem não tem seguro, aprende em primeiro lugar que é bom reservar sempre um bocadinho [de dinheiro] para no futuro ter seguro", aconselhou. 

A solução para essas pessoas é, agora, "esperar o levantamento feito pela autarquia e esperar que os requisitos de calamidade se justifiquem" para decretar esse estado e, assim, serem ajudados. 

Calvão da Silva registou, ainda, a "força e tenacidade" dos algarvios, que estão "a reagir", dos "muitos voluntários" e a entre-ajuda entre todos para mais rapidamente proceder às limpezas. .

A Proteção Civil teve que   retirar pessoas de habitações e estabelecimentos comerciais inundados. A Câmara avalia, agora, a possibilidade de decretar o  estado de calamidade.

Já sobre esta primeira aparição pública do ministro em funções - e dado o expectável curto prazo de vida do Governo empossado na sexta-feira -, Calvão da Silva disse que "nesta vida, o que conta é uma resposta imediata", a solidariedade da sua presença. E não pensar na duração do Executivo.