Os chefes de equipa demissionários da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, exigem saber quantos profissionais vão ser contratados e recordam que a situação de falta de clínicos ainda não está resolvida.

Segundo Teresinha Simões, uma das médicas demissionárias, duas semanas depois da apresentação do pedido de demissão ainda não está claro quantos médicos serão contratados para o reforço das equipas da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

A médica diz que está em curso a contratação de três profissionais, mas que ainda não foi efetivada. Entretanto, no concurso hoje aberto pelo Governo para contratar recém-especialistas surgem duas vagas em ginecologia e obstetrícia para o Centro Hospitalar Lisboa Central, a que a MAC pertence.

Segundo disse à agência Lusa Teresinha Simões, os profissionais ainda não compreenderam se as duas vagas agora abertas acrescem ou não aos três profissionais a contratar.

Contudo, a coordenadora do serviço de urgência da Maternidade, Clara Soares, garantiu à agência Lusa que "a resolução da situação está em curso" e que os três contratos que se encontram em processo são independentes das duas vagas para recém-especialistas.

A coordenadora acrescentou ainda que foi avançada ainda uma quarta contratação, cuja proposta está em avaliação.

Os chefes de equipa de ginecologia e obstetrícia da MAC continuam a ponderar deixar de fazer horas extraordinárias se a situação não for esclarecida e resolvida, o que tornaria o serviço inoperacional.

Mas Teresinha Simões indica que os profissionais vão aguardar mais uns dias por esclarecimentos e pela concretização efetiva de uma solução.

Os chefes de equipa de ginecologia e obstetrícia da MAC apresentaram a 11 de julho a demissão, embora a administração tenha dito então que a situação estava “controlada e ultrapassada”.

Os profissionais que assinaram e entregaram a carta, a que a agência Lusa teve acesso, indicam que há falta de recursos humanos e que os profissionais estão exaustos.

Na mesma altura, os chefes de equipa da MAC anunciaram que deixariam de fazer horas extraordinárias a partir do fim do mês, tornando “inoperacional o serviço de urgência”, se não for resolvida a falta de pessoal.