Notícia atualizada às 19:37

Pai da bebé de quatro meses, que morreu queimada com água a ferver, vai ficar em prisão preventiva, apurou a TVI.

A medida de coação mais gravosa foi aplicada pelo Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, depois de o pai da criança ter sido presente, durante esta tarde, ao juiz para primeiro interrogatório judicial.

Fonte da Polícia Judiciária (PJ) adiantou à Lusa que o homem, de 30 anos, está indiciado pela prática dos crimes de violência doméstica e de maus tratos, que levaram à morte da menina.

Os pais da bebé foram ouvidos na segunda-feira pela PJ, tendo o homem ficado detido para ser presente hoje a tribunal, enquanto a mulher saiu em liberdade.

«Ele [arguido] prestou declarações, respondeu às perguntas do juiz e colaborou com a justiça», adiantou à Lusa António Catraia, advogado do arguido, que vai assim aguardar julgamento em prisão preventiva.

O relatório preliminar aponta para que a bebé «tenha morrido devido às lesões provocadas por água a ferver», além de referir indícios de anteriores maus tratos da vítima, disse fonte da PJ à Lusa.

«A vítima, de quatro meses e filha do suspeito, faleceu em consequência de queimaduras, exibindo ainda sinais de lesões traumáticas em diversas partes do corpo. Os elementos apurados levam a crer que os maus tratos viessem a ser infligidos de forma reiterada há já algum tempo», refere um comunicado da PJ, divulgado na segunda-feira.

A bebé morreu na noite de domingo, em Marvila, Lisboa.

Os pais da menina foram depois detidos pela polícia, e entregues à PJ, que ficou responsável pela investigação.

Outra fonte policial disse à Lusa que o outro filho do casal, de 18 meses, foi retirado aos pais e entregue a um centro de acolhimento temporário.