Elementos das marchas de Marvila, Castelo, Santa Engrácia, Beato e Graça protestaram esta sexta-feira ao início da noite contra os resultados do concurso das Marchas Populares de Lisboa, que deram a vitória a Alfama.

O presidente da Associação Musical 03 de Agosto de Marvila, Marco Silva, disse à agência Lusa que o protesto foi realizado junto àquela agremiação por elementos da marcha popular de Marvila, aos quais se foram juntando membros das marchas de Santa Engrácia, Castelo, Beato e Graça.

Em causa estão os resultados da 82ª. edição das Marchas Populares de Lisboa, contestados por Marvila, que ficou em 12º. lugar.

O bairro de Marvila chegou a agendar um protesto durante a procissão de Santo António, mas acabou por ser cancelado, por «não ser o local mais adequado», tendo sido deslocado para junto da associação musical.

Marco Silva afirmou ainda que o protesto, que terminou cerca das 21:00, serviu ainda para manifestar o desagrado pela forma como é feita a classificação das marchas e por não terem conseguido contactar o júri.

Hoje de manhã, horas depois de saber o resultado, o ensaiador da marcha de Marvila, Nuno Lopes, afirmou à agência Lusa que o 12.º lugar é «um lugar impensável de aceitar».

«Sinto uma frustação total. Não tivemos falhas absolutamente nenhumas nas atuações e até os bairros adversários reconheceram que a marcha de Marvila era para ocupar posições cimeiras», afirmou Nuno Lopes.

O ensaiador lembrou que «nunca antes a marcha ficou classificada em posição tão baixa».

No desfile das marchas populares, quinta-feira na avenida da Liberdade, participaram 22 marchas, das quais 20 entraram em competição.

As marchas populares foram avaliadas no MEO Arena e na avenida da Liberdade nas categorias de Coreografia, Cenografia, Figurino, Melhor Letra, Musicalidade, Melhor Composição Original e Desfile na Avenida.

A melhor composição original foi de Marvila, com o tema «Das Quintas Partem Cavalos», e o melhor Desfile da avenida da Liberdade foi o de Alfama.

Em declarações à Lusa, Pedro Moreira, diretor de programação cultural da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), afirmou que recebeu um «protesto verbal» da marcha de Marvila e que «o pedido de esclarecimento formal será remetido ao júri, para que se possa pronunciar sobre os critérios que permitiram definir a classificação».