Notícia atualizada às 15:27

Os professores em falta na escola EB1 n.º 09 de Marvila, em Lisboa, vão ser colocados «esta semana», informou o ministério da Educação, no dia em que os pais fecharam a cadeado o portão do estabelecimento.

Numa nota escrita enviada à agência Lusa, o ministério indicou haver «algumas situações de funcionários e professores de baixa médica», acrescentando que, pela sua classificação como unidade de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), a contratação de docentes é «efetuada diretamente pela escola».

«Os docentes em falta serão colocados ainda esta semana, segundo informação prestada aos serviços pela direção do agrupamento [de escolas D. Dinis]», lê-se.

Esta manhã, os pais tinham criticado a existência de uma turma de 43 alunos, juntando alunos dos 2.º, 3.º e 4.º anos.

«Não existe nenhuma turma constituída por 43 alunos. A direção optou por distribuir pontualmente os alunos por outras turmas até à colocação dos docentes, por forma a não prejudicar estes alunos», adiantou o ministério da Educação.

Cerca das 10:00, a escola já estava aberta, mas permaneciam pendurados alguns cartazes de protesto, com queixas contra a turma que inclui vários anos e «contra a violência de auxiliares».

Ana Bateira, encarregada de educação, disse à agência Lusa que os anos letivos têm durado «nove meses», devido ao atraso na colocação de professores, e lamentou a presença de alunos de diferentes anos na mesma turma.

«Uma professora para três anos diferentes. Como é que os alunos vão fazer os exames nacionais sem bases?», questionou aquela mãe, rodeada de outros encarregados de educação, que se mostravam preocupados face à possibilidade de os filhos poderem «chumbar por causa do sistema».

Com o caderno de matemática do filho aberto, outra mãe mostrava as quatro páginas de trabalhos de casa diários que a professara indica, «porque durante o dia não tem tempo para ensinar».

A presença de «duas funcionárias durante a manhã e de outras duas durante a tarde para 130 crianças» foi outra das críticas feitas pelos pais, que alertaram para a alegada ocorrência de «agressões» por parte de algumas funcionárias.

Os pais têm procurado respostas da coordenadora da escola, do agrupamento e da Direção Regional de Educação de Lisboa e prometem que, se não obtiverem resposta, «amanhã [terça-feira] fecham outra vez a escola».

No local, estiveram vários agentes da PSP, que, segundo os pais, abriram o portão e retiraram os cartazes de protesto.

Fonte policial avançara à Lusa que a situação foi comunicada pelas 08:56 e que pais dos alunos estiveram a ser identificados.