A PSP deu um parecer negativo à forma como a festa do Benfica foi organizada no Marquês de Pombal, no passado domingo, confirmou a TVI junto de fonte policial. 

A Polícia de Segurança Pública defendeu que a festa deveria decorrer nos mesmos moldes da época anterior, ou seja, com apenas um palco frente à estátua do Marquês de Pombal, em Lisboa, e não com um palco circular.

Questionado sobre este parecer, o autarca de Lisboa, Fernando Medina,  rejeitou qualquer relação entre os desacatos e o dispositivo de segurança acordado pela autarquia com a PSP, garantindo que a "preparação" da festa permitiu uma "excelente organização".

Ao que a TVI apurou, a PSP, em reunião com a Câmara Municipal de Lisboa e o Benfica, alertou para as dificuldades que um palco circular poderia causar à operação policial.

A mesma fonte policial adiantou que a PSP acabou por “votar vencida”, tendo prevalecido o modelo apresentado pela autarquia e pelo clube da Luz.

Nas reuniões de planeamento da festa do título, a PSP defendeu ainda que não deveriam ser vendidas garrafas de vidro e que os pontos de venda de bebidas alcoólicas deveriam ter apenas copos de plástico. Ao que a TVI apurou, este ponto terá ficado acordado, mas acabou por não ser cumprido.

A mesma fonte policial revela também que a PSP deu ainda indicação para que fossem transmitidos conselhos de segurança durante a festa, mas tal não aconteceu.

A festa acabou por ficar estragada com os confrontos, que fizeram 13 detidos, 138 feridos entre adeptos e 16 entre os polícias. A PSP tentou mesmo depois do começo dos confrontos que algumas frases de calma fossem transmitidas pelo “speaker”, mas não conseguiu. 

O  domingo passado foi também marcado pela detenção violenta, que ocorreu em Guimarães, em que um adepto do Benfica foi detido frente aos filhos. O vídeo da detenção foi transmitido, no Marquês de Pombal, pela Benfica TV durante a festa benfiquista e a mesma fonte policial admite pode ter sido uma das causas que levou aos confrontos.