A Fenprof criticou esta segunda-feira o eventual corte nos orçamentos das instituições do ensino superior, alertando para o perigo de aumentar o desemprego de professores e investigadores, tendo pedido uma reunião de «urgência» ao Ministério da Educação.

Depois das notícias de «mais um corte» nas instituições do ensino superior, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) decidiu pedir uma «reunião com caráter de urgência» ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) para debater as medidas que estarão a ser pensadas para o Orçamento do Estado de 2014 (OE2014): cortar no orçamento direto e aumentar a contribuição para a Caixa Geral de Aposentações (CGA).

Em comunicado enviado para as redações, a Fenprof sublinha que não há excesso de funcionários naquelas instituições e que o corte poderá pôr «em causa a qualidade do ensino e da investigação, o emprego de muitos docentes e investigadores indispensáveis ao país e o acesso de milhares de jovens ao ensino superior».

A federação lembra que as instituições têm recorrido a várias medidas para sobreviver às reduções financeiras dos últimos anos (cerca de 50%, segundo contas da Fenprof) e por isso promete lutar contra a medida: «A Fenprof tudo fará no sentido de contrariar os cortes que se anunciam, apoiando o protesto e a luta que os docentes e investigadores e, de forma mais abrangente, as instituições não deixarão de fazer».

Numa reunião realizada na semana passada, o MEC terá informado os reitores das universidades e os presidentes dos politécnicos que o governo iria voltar a cortar no orçamento do próximo ano e aumentar a contribuição para a CGA.

Um dia após a reunião, o presidente do Conselho Coordenador das Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) disse à Lusa que as reduções iriam obrigar a dispensar professores e funcionários, uma vez que as instituições já não tinham muita margem para cortar.

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) marcou para hoje uma conferência de imprensa, durante a qual deverá apresentar a sua posição sobre as medidas que estarão a ser pensadas para o Orçamento de Estado de 2014, como relata a Lusa.