A Federação Nacional de Professores (Fenprof) exigiu hoje que os horários dos professores do primeiro ciclo não sofram qualquer agravamento através de um abaixo-assinado com mais de 6 mil assinaturas entregue ao Ministério da Educação.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fenprof explicou que foi enviada uma orientação às escolas do primeiro ciclo do ensino básico para que o horário dos professores fosse aumentado em 2,5 horas por semana.

«A pausa deixa de ser considerada como horário letivo e a meia hora diária vezes cinco dias dá as 2,5 horas que são utilizadas para colocar esses professores a fazer atividades nomeadamente no seio das AEC, atividades de enriquecimento curricular, porque assim as escolas não tem de contratar outros», sustentou Mário Nogueira.

Para o líder da Fenprof, trata-se da «velha regra» de aumentar o horário a uns para «poder despedir os outros ou não ter de contratar», recusando uma sobrecarga do horário de trabalho feita com base no critério das escolas.

«Há escolas que mantiveram os horários tal qual eles estavam o ano passado, há escolas que puseram os professores a fazer 2,5 horas nas AEC, há escolas que aumentaram em meia hora por dia as aulas. Cada uma fez como quis», denunciou.

Nesse sentido, a Fenprof entregou um abaixo-assinado à tutela com o objetivo de exigir que os horários se mantenham como estavam no ano letivo passado, não haja agravamento da componente letiva dos docentes e «sobretudo que não sejam usados professores para despedir outros».

Acrescentou que a estrutura sindical vai ponderar a hipótese do abaixo-assinado se transformar numa petição a ser entregue na Assembleia da República.