A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou hoje no parlamento mais de 30.000 assinaturas em defesa de um regime especial de aposentação docente, marcando para o dia 29 uma conferência sobre o desgaste na profissão.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse hoje à agência Lusa que o encontro vai realizar-se no anfiteatro da Assembleia da República, contando com a presença de psicólogos e académicos para discutir o tema.

Para já, a federação sindical pretende “sensibilizar os deputados” para as propostas contidas na petição e que contemplam a aposentação imediata dos professores com 40 anos de serviço, “sem penalização”, até ser negociado um regime que permita a aposentação ao fim de 36 anos de serviço e descontos.


“Hoje, é muito difícil os professores conseguirem completar 36 anos de serviço em 36 anos de trabalho porque os primeiros anos têm muitas interrupções”, afirmou Mário Nogueira, referindo-se aos horários incompletos a que os professores estão sujeitos quando não estão efetivos numa escola.


O dirigente sindical sublinhou que, hoje, as turmas têm mais alunos e o corpo docente está mais envelhecido, trabalhando num quadro de mega agrupamentos que obriga a várias deslocações entre escolas.

“O stresse toma conta dos professores a partir de certa altura”, frisou, defendendo que é necessária “uma renovação geracional” no corpo docente das escolas.

Mário Nogueira espera agora que os grupos parlamentares possam apoiar a pretensão dos professores, através de iniciativas legislativas na Assembleia da República.