No ano passado, o Ministério da Justiça gastou mais em correio e arrendamento do que em apoio judiciário aos cidadãos que não podem pagar um defensor.

O bastonário Marinho Pinto diz que o Governo está a forçar as pessoas a desistirem dos tribunais.

É um corte radical. Em 2012, o Ministério da Justiça gastou 45,9 milhões de euros com o apoio judiciário, ou seja, menos 42,7 por cento do que no ano anterior.

No total, foram gastos em 2012 46, 3 milhões de euros: 31,7 milhões em correio, mais 11,8 por cento, e 14,6 milhões com rendas, ou seja, menos 6,4 por cento do que no ano anterior.

A renegociação de contratos de arrendamento milionários explica esta redução. Mas as maiores reduções estão nos gastos com perícias médicas: 966 mil euros em 2012, menos 93,2 por cento do que no ano anterior.

Com os peritos e intérpretes, a justiça gastou 4,8 milhões, menos 67,3 por cento.