O porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), Nuno Leitão, disse hoje que a Marinha investiu mais 500 mil euros em campanhas de segurança e aumentou o número de nadadores-salvadores que agora são obrigatórios em piscinas municipais.

O comandante, que falava aos jornalistas à margem da abertura da época balnear em Cascais, disse que os meios disponíveis para garantir a segurança nas praias do país este verão são "os adequados para o nível de risco espectável de existir".

"Nós vamos massificar campanhas de sensibilização. É através de uma cultura de segurança que nós conseguimos manter estes números baixos que felizmente Portugal tem, no que diz respeito aos acidentes por banhistas", sustentou.


Nuno Leitão assegurou que "há muito mais investimento" este ano, que será suportado por entidades privadas.

No entanto, disse, "a Marinha, só em ajudas de custo, irá suportar cerca de meio milhão de euros para que os militares prestem serviço na Autoridade Marítima nesta vigilância que terá de ser de prevenção, porque o objetivo é o de incutir nas pessoas uma cultura de segurança".

Em todo o país, durante a época balnear, haverá 4.500 nadadores-salvadores profissionais, sendo que este ano é obrigatória a vigilância em piscinas de públicas.

"As piscinas municipais terão a obrigatoriedade de ter nadadores-salvadores. De resto, por todo o país, haverá cerca de 1.250 unidades balneares que têm obrigação de ter nadadores-salvadores", acrescentou.


Nuno Leitão lembrou ainda que no ano passado registaram-se sete mortes durante a época balnear, seis das quais em praias não vigiadas.

"No ano passado, fomos o país do mundo com as menores taxas de mortalidade nas praias. O nosso objetivo é que estes números se aproximem do zero", concluiu.


De acordo com a lei, a época balnear decorre de 01 de junho a 30 de setembro, sendo que há municípios que alargam esse período.