Os dois alunos do curso de fuzileiros desaparecidos durante um exercício já foram encontrados, tendo regressado à base pelas 18:00. À porta da escola, o comandante Paulo Vicente informou os jornalistas sobre o estado de saúde dos jovens.


"Os alunos estão de boa saúde, estão agasalhados. Foram encontrados na zona de maior probabilidade onde deveriam estar".


O responsável especificou que as equipas de buscas atuaram em todas as zonas circundantes, "reforçando sucessivamente o pessoal, informando as autoridades e colocando os pais dos alunos sob aviso do que se estava a passar, para que passo a passo estivessem cientes da exigência do curso" e, ao mesmo tempo, do "cuidado" que a escola tem com os seus alunos. 

"Não se passou nada de extraordinário, uma vez que ao fim de 48 horas estão de regresso à base de fuzileiros. No caso destes alunos, tiveram maior dificuldade em orientar-se. Importa saber que eles são largados numa zona desconhecida cerca das duas da manhã, sem quaisquer meios de orientação. Muitos deles não são dos arredores, são de zonas distantes. Não houve qualquer problema de saúde, felizmente". 


Não é a primeira vez que uma situação do género ocorre, em que alunos demoram mais tempo a completar o exercício, sem que algo de grave tenha acontecido.

"Neste exercício, em particular, tratava-se obviamente de regressar num período de 12 a 24 horas e, após as 12 horas, reforçar o nosso alerta. Situações já houve que estivemos três a quatro dias esperando o regresso dos alunos, em zonas controladas pelos formadores, mas obviamente o exercício que pretendemos fazer baseia-se na ideia de que os alunos deverão regressar pelos seus próprios meios, sem serem vistos. Naturalmente que para uma força especial esta é uma característica e é uma competência muito importante", explicou Paulo Vicente.

"Naturalmente estávamos preocupados", confessou, realçando, no entanto, que "desde o primeiro momento" se colocou uma equipa no terreno para encontrar os rapazes.

Os jovens tinham sido  avistados ao final da tarde de segunda-feira, a meio do trajeto. 

Embora tivessem com eles, durante o exercício, uma cartolina plastificada com números de emergência, não recorreram a sítio algum que tivesse um telefone para pedir ajuda. 

"Cumpriram à risca a missão que lhes foi concedida: regressar sem serem vistos", notou o comandante. Os formadores optaram por recolhê-los a meio da missão, pela demora no regresso e pelas condições meteorológicas.