Por: tvi24 | 3- 2- 2012 20: 59
Um corte momentâneo da linha férrea, na Marinha Grande, marcou esta sexta-feira mais uma iniciativa de protesto contra
o fim do serviço de passageiros na Linha do Oeste, onde foram efectuadas vigílias em sete estações entre Leiria e Bombarral.
«O
protesto mais significativo aconteceu na Marinha Grande onde cerca de 50 pessoas cortaram a linha e impediram a passagem do
comboio», disse à Lusa José Rui Raposo, da Comissão para a Defesa da Linha do Oeste.
O corte da via aconteceu pouco
depois das 17:00, altura em que se iniciaram vigílias populares, contra o fim do serviço de passageiros entre Caldas da Rainha
e Figueira da Foz, nas estações de Leiria, Martingança e Marinha Grande.
O início das vigílias, que deveria decorrer
em simultâneo naquelas estações e nas de Valado dos Frades, S. Martinho do Porto, Caldas da Rainha e Bombarral, estava marcado
para as 18:00 horas, mas a comissão entendeu «antecipar uma hora nestas três estações, para fazer coincidir com a partida
do comboio de Leiria para as Caldas da Rainha», explicou Rui Raposo.
O corte da linha, que durou cerca de vinte minutos,
foi o único incidente registado durante as vigílias que prosseguiram, uma hora depois nas restantes estações, com menor adesão
da população.
Em todas as estações foi aprovada uma resolução exigindo ao Governo «a urgente anulação da decisão
tomada, de encerramento do serviços de transportes de passageiros entre as Caldas da Rainha e a Figueira da Foz» e que sejam
tomada sem conta as propostas apresentadas pela Plataforma para a Defesa da Linha do Oeste.
A plataforma defende,
com base num estudo encomendado a um especialista em transportes ferroviários, a viabilidade do serviço de passageiros, direccionado
para Coimbra em vez de para a Figueira da Foz, como acontece actualmente.
A resolução agora aprovada - e que vai
ser enviada ao Governo, Assembleia da República e câmaras do Oeste - exige igualmente «a concretização do projecto de requalificação»
da linha considerada estratégica para «o desenvolvimento económico e social do país e da região».
Para além das vigílias
a comissão tem a correr um abaixo-assinado «já com mais de duas mil assinaturas».
A Comissão vai avançar nas próximas
semanas com mais acções de protesto, entre as quais uma reunião com a população de Fanhais, no concelho da Nazaré.
«É
uma localidade que conta muito com o comboio para garantir a sua ligação com o mundo exterior porque as ligações rodoviárias
são muito más e as pessoas sentem muito esta questão da eliminação do transporte ferroviário», referiu.
A Comissão
aguarda também a marcação de uma audição parlamentar do autor do estudo que defende a manutenção do serviço de passageiros,
Nelson Oliveira.
Programação - Semana de 26 de Maio a 1 de Junho
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
CineboxOs filmes e as entrevistas exclusivas.
Portugal PortuguêsA voz aos autarcas e munícipes.