Por: Redacção / CP | 30- 1- 2012 20: 14
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa garante que há magistrados, polícias e funcionários
da Justiça a «passar fome», devido à falta de investimento certeiro no sector.
«Gastaram-se milhões mal gastos. A
máquina da justiça é desperdício de falta de meios. Há muito boa gente disposta a lutar nos tribunais, mas não podemos ter
magistrados, funcionários e polícias pés descalços e a passar fome», afirmou, na TVI24.
Na véspera da abertura
do novo judicial, Maria José Morgado criticou as recentes novidades no sector, como a extinção de 47 tribunais e juízos. «Espero
que não passemos de um mapa judiciário do tempo de D. Maria II para o tempo das lancheiras e da casa às costas... Os magistrados
não podem ser itinerantes, senão não podem responder pela qualidade dos seus trabalhos», lamentou.
A responsável
do DIAP de Lisboa aponta o «desperdício completo» e a «responsabilidade política» no «monstro administrativo» que é a Justiça
portuguesa. «Foi sendo gerada uma máquina de fabricar atrasos», disse, explicando que é necessário «resgatar a credibilidade»
do sector.
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