A ministra da Educação, Margarida Mano, disse esta sexta-feira que está em curso um processo de averiguações para comprovar alegadas irregularidades em atestados médicos de professores.

O Diário de Notícias (DN) avançou esta sexta-feira que médicos e professores estão a ser investigados por atestados fraudulentos, usados para não serem colocados em escolas longe da residência.

Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, a ministra disse não dispor de números sobre a dimensão deste caso, alegando que está em curso um processo para verificar se há ou não irregularidades.

O trabalho, acrescentou, está a ser desenvolvido em articulação com outras entidades, nomeadamente a Ordem dos Médicos.

Segundo o DN, só em Bragança foram passados 360 atestados a professores, dezenas dos quais assinados por uma médica de nacionalidade espanhola.

“É uma situação que foi identificada de várias formas e o ministério está a fazer a verificação e validação para, em conjunto com outros organismos, comprovar qual é a situação”, declarou a ministra, indicando apenas que o processo seguirá os trâmites normais.


“Tem de se verificar se há alguma situação irregular ou não”, frisou, sem dar pormenores sobre a forma como está a decorrer a ação.

De acordo com o jornal, a Ordem dos Médicos está também a investigar.

Margarida Mano falava no final de uma conferência dedicada ao Plano Nacional de Leitura, na Fundação Calouste Gulbenkian, em que assumiu ter como livros de referência “As Palavras”, de Jean-Paul Sartre (uma autobiografia) e uma coletânea de textos de Pessoa, “Organizem-se, a Gestão segundo Fernando Pessoa“.