O incêndio florestal que lavra há 36 horas, na serra do Marão, já consumiu 300 hectares de floresta em Carneiro, Amarante, mas a aldeia já não corre perigo, disse à Lusa o presidente da junta.

«O pior já passou, felizmente, mas há muitos anos que não víamos uma coisa assim», afirmou Joaquim Braga.

Segundo o autarca, no pico do incêndio, quando as chamas estiveram mais próximas da povoação, chegaram a arder «três a quatro» edifícios utilizados para guardar gado, nas imediações da aldeia.

No entanto, nenhuma casa habitada foi atingida, «graças à intervenção dos bombeiros», fez questão de salientar, em declarações à agência Lusa.

O fogo tem destruído manchas de pinheiro, eucalipto, carvalho e outras espécies.

O incêndio começou na madrugada de terça-feira, na zona de Murgido, Candemil, com três frentes, evoluindo em direção de Carneiro, já muito próximo da freguesia de Loivos do Monte, em Baião.

Às 14:09, segundo dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o incêndio mantinha-se ativo, com uma frente.

O dispositivo de combate incluía 156 bombeiros e outros operacionais, de vários pontos do país, 50 veículos e um helicóptero.

Entretanto, as estradas nacionais 101 e 321, que estiveram encerradas durante várias horas entre Amarante e Baião devido ao incêndio que lavra no Marão, já foram reabertas, disse à Lusa fonte fonte da GNR.

Segundo a fonte, a EN 101, que tinha sido cortada, na zona de Carneiro, Amarante, cerca das 5.00, foi reaberta às 14:00. Esta é a principal estrada de ligação de Amarante à zona do Douro (Mesão Frio e Régua).