A Associação Nacional de Guardas (ANAG-GNR) espera que o novo comandante da GNR, o tenente-general Manuel Silva Couto, empossado esta segunda-feira, faça da regulamentação de um horário de referência uma das «prioridades» à frente daquela força militar.

Em comunicado, a ANAG-GNR saúda o novo comandante-geral e refere esperar que este «cumpra rigorosamente todas as promessas que fez no discurso de tomada de posse».

Em relação à regulamentação de um horário de referência, a associação lembra que já apresentou uma proposta de regime de trabalho «digno e que considera exequível» e mostra-se disposta a colaborar para «resolver e melhorar a vida profissional dos militares».

Despedindo-se do tenente-general Luís Newton Parreira, que comandou a GNR nos últimos três anos, a associação nacional dos guardas lamenta que este tenha deixado por cumprir a elaboração da nova lei orgânica e o estatuto da GNR e a regulamentação de um horário de referência.

O «critério de desigualdade face aos militares que no último trimestre de 2013 viram negada a sua passagem à reserva, apesar de terem as mesmas condições que os restantes» e «as promoções dos militares do curso de 2003, previstas no despacho de 2013, das quais cerca de metade não foram concretizadas, penalizando os militares não promovidos, a nível de carreira e a nível salarial» são, segundo a ANAG-GNR, tarefas não cumpridas pelo anterior comandante-geral.

A ANAG-GNR questiona ainda o «apressado despacho que visa uma profunda reorganização da investigação criminal da GNR, que gerou mal-estar e indefinição na estrutura» durante a chefia do comandante cessante, desejando-lhe, no todavia, «as maiores felicidades».

Nascido em Lisboa em 1957 e com 36 anos de serviço, Mateus Couto foi era presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, diretor do Instituto Geográfico do Exército e comandante do Comando da Administração de Recursos Internos da GNR.

A escolha do tenente-general por parte do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, provocou a renúncia do segundo comandante-geral da GNR, José Caldeira.