De acordo com a revista «Sábado», António Vitorino, um dos principais conselheiros de José Sócrates e ex-comissário europeu, foi denunciado por Manuela Moura Guedes no depoimento que esta fez à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a 29 de Dezembro.

A «Sábado» adianta que a ex-directora de informação da TVI «revelou que Bernardo Bairrão, director executivo da Media Capital, lhe tinha dito que Vitorino tinha sido o homem escolhido pelo Governo para pressionar a administração da Prisa».

O objectivo seria tirar a pivot do ar e acabar com o Jornal Nacional de Sexta. Confrontado pela revista, António Vitorino escudou-se na qualidade de advogado de um dos maiores escritórios da Península Ibérica para dizer que não comentava assuntos profissionais e referiu ainda que foi através das suas funções de advogado que tomou conhecimento do interesse da Prisa em vender parte da TVI.

Já Bernardo Bairrão, administrador da TVI, disse à «Sábado» não se lembrar de ter comentado o «assunto Vitorino» com Manuela Moura Guedes e que isso não passava de «histórias de corredor».

Mas nas declarações à ERC surgiu outra denúncia. José Eduardo Moniz acusou Manuel Pinho de ter «prejudicado deliberadamente a TVI, a nível publicitário e referiu uma campanha do turismo de Portugal, no valor de três milhões de euros que nunca chegou a passar na TVI

À «Sábado», Manuel Pinho disse apenas que não interferia na escolha dos meios publicitários. Uma actuação que visaria suavizar a informação da TVI e mesmo afastar José Eduardo Moniz.