A Procuradoria-Geral da República disse, nesta quarta-feira, que o Ministério Público pediu o afastamento da juíza no âmbito do julgamento do antigo ministro Manuel Maria Carrilho por alegada violência doméstica contra a sua ex-mulher Bárbara Guimarães.

Segundo fonte da Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público apresentou o requerimento de recusa de juiz por considerar existir motivo “sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade da magistrada judicial”.

O Diário de Notícias publicou hoje que o advogado de Bárbara Guimarães também vai suscitar incidente de recusa de juíza.

Fonte ligada ao processo confirmou à agência Lusa que o pedido da apresentadora vai ser entregue quinta-feira.

Em causa estão algumas considerações feitas pela juíza durante a primeira sessão do julgamento, que decorreu na sexta-feira passada.

Na segunda-feira, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas manifestou “preocupação” com algumas expressões usadas pela juíza Joana Ferrer no julgamento do antigo ministro socialista por alegada violência doméstica contra Bárbara Guimarães.

No comunicado, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas referiu que "não quer deixar de expressar publicamente a sua preocupação pelo que estas revelam sobre a persistência de prejuízos desconformes com o legalmente estipulado sobre o modo de agir com vítimas de violência doméstica”.

O antigo ministro socialista da Cultura Manuel Maria Carrilho, que se separou de Bárbara Guimarães em 2013 após um casamento de mais de 10 anos, é acusado de violência doméstica.

Segundo a apresentadora, os maus tratos físicos ocorreram entre finais de 2012 e 2013.