O ministro da Ciência e do Ensino Superior prometeu nesta terça-feira, sem quantificar, um reforço do orçamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), para 2016, que contemple um aumento das bolsas de doutoramento e pós-doutoramento.

Após uma reunião em Lisboa com associações de estudantes universitários, questionado sobre o orçamento da FCT para este ano, Manuel Heitor disse que o financiamento pressupõe "sempre um reforço", mas "dentro da contenção orçamental" que o país atravessa.

"Mais do que o reforço da dotação orçamental global, porque temos uma contenção orçamental grande, é sobretudo uma reorientação clara no reforço explícito à formação avançada e aos recursos humanos", assinalou.

Questionado sobre se o reforço de verbas para a FCT supõe um aumento no número de bolsas de doutoramento e pós-doutoramento, o ministro respondeu ser "essa a tentativa atual na preparação da proposta de orçamento que será entregue no parlamento".

"É essa a orientação", sublinhou, citado pela agência Lusa.

À saída do encontro com o ministro, o presidente da Federação Académica de Lisboa, André Pereira, salientou como "uma vitória importante" a meta da tutela de "reforço significativo", em 2016, "das verbas para a ciência", e de "já este ano haver um aumento substancial do número de bolsas a atribuir a estudantes de doutoramento".

As associações de estudantes do ensino superior foram chamadas a emitir um parecer sobre o futuro da FCT, em termos de intervenção e liderança, à semelhança do que foi pedido pela tutela, na semana passada, a sindicatos, universidades e institutos politécnicos.

A FCT é a principal entidade, sob a tutela do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, que subsidia a investigação em Portugal.

Durante o mandato do anterior ministro da Ciência Nuno Crato, a atuação da instituição foi criticada pela comunidade científica, devido ao corte nas bolsas de doutoramento e pós-doutoramento e à forma como decorreu o processo de avaliação da atividade dos centros científicos.