O novo patriarca de Lisboa defendeu neste sábado em que tomou posse que é preciso por um ponto final nas divergências pessoais para acabar com a crise política em Portugal.

«É preciso que nenhum de nós esqueça que acima de tudo está o bem comum e que aquilo que poderiam ser divergências particulares - que teriam o seu campo e o seu direito - têm que ser ultrapassadas porque é o que interessa agora ao país», disse D. Manuel Clemente à saída da Sé Patriarcal de Lisboa.

O novo patriarca concordou que «este Governo tem legitimidade democrática porque foi eleito para quatro anos», explicitando que «a Assembleia da República de que ele provém foi eleita para quatro anos» e disse acreditar numa futura estabilidade governativa.

D. Manuel Clemente assumiu que «é no quadro parlamentar que as coisas se devem resolver», o que inclui o Presidente da República admitindo o patriarca de Lisboa admitiu que num regime democrático como o português «estas coisas podem acontecer». «Está claro que era sempre preferível que não acontecessem, que existisse estabilidade para que se resolvam os problemas», acrescentou.

Manuel Clemente tomou posse neste sábado como patriarca de Lisboa na Sé da capital apresentando-se como «servidor» da diocese.