A mulher de um recluso no Estabelecimento Prisional da Carregueira disse neste sábado que a greve dos guardas prisionais está a impedir a visita semanal prevista nos serviços mínimos, situação que o Diretor-Geral dos Serviços Prisionais diz desconhecer.

A denúncia partiu, segundo relata a agência Lusa, da mulher de Manuel Abrantes, a cumprir pena no âmbito do processo Casa Pia, que neste sábado tentou visitar o marido.

Fernanda Abrantes contou à agência Lusa que, no âmbito dos serviços mínimos, estava prevista uma visita semanal, mas que hoje, ao tentar concretizá-la, foi informada que não era possível, por motivo da greve do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP).

«Os reclusos estão sequestrados. Não podem fazer telefonemas, não recebem correspondência nem visitas dos advogados ou outras», afirmou.

Contactado pela Lusa, o Diretor-Geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, limitou-se a afirmar que não tem elementos sobre a situação.

O alegado «tratamento desigual», em termos de carreira, consoante a hierarquia dos guardas prisionais, está na base do protesto do SICGP.