A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai manter todas as ações contra a prova de acesso à profissão, incluindo uma concentração no Parlamento na quinta-feira e uma greve no dia 18.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira a Fenprof garante manter «todas as ações» contra a «iníqua prova» e manter «os seus compromissos» para com os professores, pelo que prosseguirá também «até às últimas consequências» pela via judicial, contra a prova.

O comunicado surge a propósito do anúncio esta segunda-feira feito pelo ministro da Educação de que ficam isentos de fazer a prova de acesso os professores contratados com cinco ou mais anos de serviço.

A decisão do Governo foi tomada na sequência de uma reunião hoje com a UGT e com sindicatos de professores, tendo estes (nomeadamente a Federação Nacional da Educação) cancelado todas as ações contra a prova, incluindo uma greve marcada para o dia 18 de dezembro, o dia para o qual está marcada a realização dessa prova.

Em resposta à decisão dos sindicatos afetos à central sindical UGT a Fenprof (afeta à central CGTP) garante manter todas as ações e diz que «o acordo palaciano feito entre a UGT e PSD/CDS-PP/Governo corresponde à legitimação da Prova de Acesso à Profissão, o que os professores rejeitam», lê-se no comunicado da Fenprof.