Cerca de 200 trabalhadoras da empresa de roupa interior Triumph manifestaram-se esta quinta-feira em Lisboa contra a possibilidade de encerramento da fábrica de Loures, cujo processo de venda está em curso.

Em causa está a possibilidade de a empresa alemã encerrar a sua fábrica em Sacavém, concelho de Loures (município vizinho de Lisboa), onde trabalham 530 pessoas, caso o processo de venda não venha a ter sucesso, uma informação que foi transmitida aos trabalhadores em agosto de 2015

A ação desta tarde foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul (SINTEVCC) e consistiu numa marcha lenta entre a praça Luís de Camões e a Assembleia da República, com uma paragem no Ministério da Economia, onde entregaram os manifestantes entregaram pedidos de reunião "urgentes".

Em declarações à agência Lusa, Manuela Prates, da SINTEVCC, explicou que os trabalhadores foram confrontados em março deste ano com a decisão da administração da Triumph de reduzir a produção aos níveis dos mínimos exigidos, a partir de junho, e de não atualizar os salários.

Esta informação agravou as legítimas preocupações dos trabalhadores e dos seus representantes quanto ao futuro da empresa e dos seus postos de trabalho. Queremos que os responsáveis políticos nos ajudem a encontrar uma solução", disse.

Nesta ação estiveram também presentes representantes da Câmara Municipal de Loures e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL).

Numa nota escrita enviada à agência Lusa, fonte oficial da Triumph disse que a empresa "continua determinada em encontrar uma solução para a sua fábrica em Sacavém" e que tem por "objetivo a venda da unidade de produção para evitar ou limitar redundâncias ao nível da sua estrutura e poder garantir a retenção do maior número possível de colaboradores".

Para tal, a empresa encontra-se em processo de negociação com potenciais compradores internacionais", acrescenta a nota.