Mais de meia centena de trabalhadores e dirigentes sindicais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) exigiram hoje, frente à sede da instituição, em Lisboa, melhores salários e condições de trabalho.

Os trabalhadores da SCML cumprem esta sexta-feira uma greve de 24 horas para exigir aumentos salariais, congelados desde 2009, e progressão nas carreiras.

Alcides Teles, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, que convocou a greve, considerou que a adesão à paralisação “foi significativa” em várias valências da SCML.

Por seu lado, o porta-voz da SCML, António Carneiro Jacinto, afirmou que apenas 113 trabalhadores, num universo superior a 5.000, fizeram greve, pelo que os serviços não foram afetados.

Além de aumentos salariais, o sindicato realçou que os trabalhadores pretendem também a retirada - pela Santa Casa - de algumas propostas em sede de negociação do Acordo de Empresa, o fim das situações de precariedade e o reforço de pessoal em alguns serviços.

Os trabalhadores realizaram uma primeira greve em abril de 2015 pelos mesmos motivos.