O Ministério Público encerrou os restantes três inquéritos relacionados com a manifestação das forças de segurança a 6 de março junto à Assembleia da República, cabendo aos arguidos pagar 200 euros a uma instituição de solidariedade social.

De acordo com uma nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), em causa estavam factos denunciados que «indiciam a prática de crimes de resistência e de coação sobre agente de autoridade e de detenção de armas e outros dispositivos, produtos ou substâncias em locais proibidos».

Nestes três casos, os últimos de um conjunto de cinco, tendo os outros dois sido «arquivados por insuficiência indiciária», o Ministério Público determinou «a suspensão provisória de cada um dos processos (SPP) por se preencherem todos os requisitos legais».

«Atendendo ao grau diminuto da culpa, à ausência de antecedentes e demais requisitos legais, o Ministério Público determinou a SPP com a aceitação dos arguidos e a concordância do juiz de instrução criminal», lê-se no comunicado da PGDL.

A suspensão provisória de cada um dos processos foi determinada pelo período de dois meses e «sujeita à condição de pagamento de 200 euros a uma instituição de solidariedade social, relativamente a cada um dos arguidos».

A 6 de março, milhares de elementos das forças e serviços de segurança manifestaram-se diante do parlamento, numa ação de protesto em que a tensão foi elevada, com manifestantes a conseguirem invadir uma parte da escadaria da Assembleia da República.

O protesto, contra cortes salariais e congelamento das carreiras, realizou-se entre o Marquês de Pombal e o largo em frente à Assembleia da República, onde ocorreram os desacatos diante um forte contingente policial situado nas escadarias.