Mais de mil dirigentes e ativistas sindicais da CGTP estão a desfilar em direção ao Ministério Trabalho, em Lisboa, para protestar contra as políticas laborais e sociais do Governo.

Ao som de palavras de ordem como «contra a exploração, a luta é a solução», «o aumento do horário é roubo no salário», os manifestantes, provenientes de todo o país, chamam a atenção dos transeuntes das avenidas por onde passam, pedindo ao mesmo tempo a demissão do Executivo liderado por Passos Coelho.

O desfile que se dirige para a Praça de Londres decorre ordeiramente, acompanhado pela polícia, colorido pelas bandeiras sindicais predominantemente vermelhas.

Na Praça do Saldanha, de onde partiu a manifestação da confederação sindical, falaram o coordenador da União dos Sindicatos de Lisboa, Libério Domingues, e da Interjovem, Anabela Laranjeiro, que sublinharam os problemas dos trabalhadores em geral e dos jovens em particular.

Este protesto serve para exigir o aumento imediato do Salário Mínimo para 515 euros e o desbloqueio da contratação coletiva.

A defesa das Funções Sociais do Estado e dos serviços públicos, a melhoria da proteção social aos trabalhadores, aos desempregados e às famílias e o cumprimento da Constituição da República são outros dos motivos que levaram à marcação da manifestação.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, fará uma intervenção junto ao Ministério do Trabalho, no final do desfile.